Nosso município completa neste sábado(11), seus 57 anos de emancipação política, seu desenvolvimento é um sonho de todos, com a esperança que o município cresça a cada ano, teremos a festa comemorando essa data em Praça Pública e será animada pela as bandas So o Mii e Afrodite, além da Cantora Lane Cardoso.
O ciclo do gado foi propulsor do povoamento do sertão nordestino e inserido nele, a região do seridó, mediante a instalação de currais de gado que visavam dinamizar o povoamento. Enquanto agente viabilizador do povoamento do sertão nordestino, o ciclo do gado prolongou-se a partir da segunda metade do século XVII, até a segunda metade do século XIX. Durante este longo período, desenvolveu-se no nordeste semi-árido a civilização do couro e somente no final do século XIX é que emerge um novo componente: o algodão. Foi portanto, dentro destas coordenadas econômicas que deu-se o povoamento do seridó e, particularmente, da área hoje ocupada pelo município de Cerro Corá. Assim, até a década de 40 quando foi descoberto o minério, a economia de Cerro Corá era predominantemente a pecuária e a cotonicultura.
D. Adriana de Holanda e Vasconcelos viúva do Cel. Cipriano Lopes Galvão, um dos pioneiros da ocupação econômica da região, recebeu em abril de 1764 a sesmaria do futuro Cerro Corá, então denominado “viveiro de onças”. D. Adriana foi assim, a primeira proprietária de terras de Cerro Corá. Esta ainda doou parte da serra que ficavam em suas terras a Nossa Senhora Santana, surgindo o nome “Serra de Santana”, estendido a todo o sistema de serras vizinhas.
Em 1880, o major Luiz Gomes de Melo (Lula Gomes), fazendeiro em Currais Novos, paraibano nascido em Picuí era o proprietário do sítio Barro Vermelho, onde atualmente se localiza Cerro Corá. O major Lula Gomes era um grande negociante de boiadas para os estados vizinhos, resolvendo este fundar uma povoação no Barro Vermelho, financiando assim, o agricultor Gracindo Deitado de Brito; motivando a assumir a direção do encargo. Segundo o testemunho das pessoas mais antigas, o paraibano Gracindo Deitado foi o primeiro homem a construir uma casa em Cerro Corá, construção que ainda hoje vem resistindo ao tempo, porém sem as mesmas características mas, testemunhando as novas gerações a presença do seu primeiro morador. Gracindo Deitado foi, um destes heróis anônimos que desbravou o sertão potiguar e, particularmente, a Serra de Santana. Paralelamente, outros moradores, dispersos plantavam algodão, fabricavam farinha e criavam bois. Surgiram as primeiras taipas ordenadas, loja de negócios e uma pequena feira tida como ponto de encontro entre feirantes de Lajes e Currais Novos.
A consolidação da feira do “Barro Vermelho”, fazia com que os feirantes antecipassem sua chegada para o sábado, a fim de prover a casa, comprar e vender objetos, bem como tratar da organização de forrós na casa de Gracindo Deitado. Acomodando os animais às margens do povoado, no poço das caraúbas, onde dispunham de sombra e água fresca. Assim a primeira povoação recebeu o nome de Barro Vermelho. E esse nome já revelava a natureza alegre e festiva dos sues fundadores. É que no povoado aconteciam muitos bailes (forrós) no chão de terra batida. e os dançarinos sujavam as calças com barro vermelho. Como no sertão a água é elemento raro e, por isso, mais importante que o lazer, a população, passou a denominar o barro vermelho de “caraúbas” devido à excessiva existência de arvores desse tipo nas suas redondezas. Esta mudança de nomenclatura ocorreu por volta de 1908.
Era grande a confusão feita pelo povo, no inicio da década de 20, entre Caraúbas, localizada na região de Apodi e Caraúbas no seridó. Buscando solucionar esta confusão, o presidente da intendência de Currais Novos (município ao qual o povoado pertencia) João Alfredo Pires Galvão, conhecido popularmente como Joca Pires, pediu ao seu primo Tomaz Pereira (novo dono do povoado) que sugerisse outro nome para o povoado. Assim, em homenagem ao último momento histórico da Guerra do Paraguai, que ainda estava ávida na memória dos sertanejos potiguares, e talvez por isso, José Pancrácio Madruga, sugeriu o nome de Cerro Corá, quer dizer “serrote do curral” recebeu esta denominação por ser este local onde faleceu a 1º de março de 1870, o ditador Francisco Solano Lopez, do Paraguai. “Sendo o local onde Solano Lopez fora definitivamente derrotado pelas tropas brasileiras na citada guerra. O nome do município que remete a batalha final da guerra do Paraguai, quando na serra de Santana esta comunidade que teimava mudar de nome”, teve este momento escolhido para homenagear os feitos dos soldados brasileiros. A mudança de nome ocorreu através da Lei n.º 59, de 27 de janeiro de 1921, que altera o nome do povoado de Caraúbas para Cerro Corá.
A descoberta do minério e sua conseqüente exploração deram a Cerro Corá uma pujança econômica jamais vista anteriormente. Este progresso econômico possibilitou o crescimento populacional da vila e determinou o desencadeamento de um movimento em prol de sua emancipação política. Em 1947, a vila já contava com mil eleitores, elegendo cinco vereadores para a Câmara Municipal de Currais Novos. Assim, a força política e a pujança econômica de Cerro Corá, fazia crescer na elite local a vontade de ver a vila emancipada.
Nessa época, era deputado estadual o Dr. Cortez Pereira por Currais Novos que junto a Sérvulo Pereira proprietário da mina Bodó, uniram esforços e conseguiram a emancipação. Foi criado, o município de Cerro Corá pelo Decreto Lei n.º 1.031, de 11 de Dezembro de 1953, era governador do estado o Dr. Silvio Pedroza.
Histórico PMCC.
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